Quem sou
Você já me ouve há anos.
Sou comunicadora. Passei trinta anos ao microfone falando com o Cone Sul todo dia — e ouvindo essa gente contar o que precisa.
De onde eu venho
Eu nasci em Naviraí, com muito orgulho. Cresci na Rua Mathias de Albuquerque e estudei na escola Juscelino Kubitschek de Oliveira e na Presidente Médici.
Naviraí é minha casa. E de tanto rodar essa região por trinta anos, o Cone Sul inteiro virou meu quintal.
O microfone
São trinta anos de rádio. Meus últimos programas foram o Manhã Alto Astral e o Fazer o Bem, na Rádio Cidade FM, e o Super Tarde, na Rádio Maracaí FM. Muita gente aqui acordou comigo: recado, música, notícia, parabéns para quem estava fazendo aniversário.
Uma vez eu fui entregar uma festa do aniversariante para um senhor que estava fazendo 75 anos. Ele começou a chorar e falou que era a primeira festa de aniversário da vida dele. Setenta e cinco anos, a primeira. Foi ali que eu entendi o tamanho que uma coisa pequena pode ter na vida de alguém.
O que eu mais vou sentir falta é do carinho dos ouvintes, e do amor que a gente sente através do rádio mesmo sem ver ninguém. É uma troca muito boa.
Antes do rádio eu tive loja de roupa aqui em Naviraí. Ia comprar no Brás, em São Paulo, e voltava carregando sacola no braço até parecer que ia quebrar. Era duro, e eu amava fazer aquilo. Por isso, quando eu falo de imposto, eu não estou falando de teoria — eu carreguei esse peso.
Por que ela saiu do ar. A lei eleitoral proíbe que uma emissora de rádio mantenha no ar um programa apresentado por quem vai disputar eleição — para que nenhum candidato tenha vantagem sobre os outros. Por isso ela se afastou do programa para ser candidata. É a regra, e ela concorda com a regra.
O que já fiz por aqui, antes de ser candidata
- 2019 — Natal de Naviraí, com material reciclável. Fui nas escolas e combinei com as professoras que a sala que trouxesse mais garrafa PET ganhava uma festinha. Vieram mais de 50 mil garrafas. A gente levava para o presídio, os presos lavavam e devolviam. Montei uma equipe de madrinhas, juntei o comércio e a Associação Comercial, e com mão de obra voluntária fizemos uma das decorações de Natal mais bonitas que a cidade já teve. Os mais de 50 mil habitantes de Naviraí puderam ver.
- 2020 e 2021 — 40 mil máscaras na pandemia. Corri atrás de doação e de mão de obra voluntária para produzir e doar máscaras enquanto faltava.
- 2023 e 2024 — Caravana do Amor, projeto Eu Tika. Levei mais de 300 mulheres a Nova Andradina para fazer mamografia e exame de colo de útero. Consegui a doação do ônibus e cuidava do cadastro e da saída de cada uma. Lá no Hospital do Amor elas eram recebidas com música, café da manhã, almoço e café da tarde. Além da prevenção, era um dia especial na vida delas. Porque prevenção sempre será o melhor remédio.
Por que eu resolvi me candidatar
Eu decidi me candidatar deitada num leito da Santa Casa de Naviraí. Eu estava doente, internada. E tinha uma mulher no mesmo quarto que eu, dez dias com dor, esperando uma cirurgia de vesícula. A vaga não saía. Aí o médico mandou ela para casa, e explicou que era mais seguro esperar em casa do que ali dentro.
Eu olhava aquele quarto: parede enferrujada, janela enferrujada, banheiro sem torneira, o piso todo descascado. Gente doente esperando uma vaga que não vinha.
Trinta anos eu contei os problemas dessa região no rádio. Naquele dia eu entendi que contar não bastava mais. Foi ali que eu decidi.
2024: 630 votos e nenhuma cadeira
Em 2024 eu fui candidata a vereadora aqui em Naviraí e tive 630 votos. Não fui eleita.
Não foi o povo que não quis — foi a conta do partido. Em eleição proporcional, o voto só vira mandato se a legenda inteira chegar lá, e a minha não chegou. Faltou pouco para o partido conquistar a segunda cadeira.
E eu conto isso com orgulho. Foram 630 pessoas que tinham centenas de candidatos para escolher, e escolheram a mim.
Aprendi isso do jeito mais difícil que tem. É por isso que este ano eu explico para todo mundo: vote 30 — no meu número e na legenda. Voto em qualquer candidato do Novo ajuda toda a chapa, inclusive eu.
Aprendi isso do jeito mais difícil que tem. Em eleição proporcional, entender como a conta funciona muda o resultado — e é sobre isso que eu quero conversar com muita gente daqui até outubro.
Por que pelo Novo
Porque eu já carreguei sacola no Brás para abastecer minha loja aqui. Eu sei o que é o peso do imposto, porque ele já foi peso no meu braço. O Novo é o partido que fala disso sem meio-termo.
E é o único que não pega dinheiro do fundo eleitoral. Nós precisamos acabar com essa velha política que está acabando com o nosso país, com o nosso estado e com as nossas cidades — e isso começa por não se financiar com o imposto de quem trabalha.
O Partido Novo não recebe recursos do Fundo Partidário nem do Fundo Eleitoral. Na prática: esta campanha tem menos dinheiro que quase todas as outras e depende de voluntários para existir. É uma desvantagem assumida de propósito.
O que dizem de mim
De vez em quando aparece alguém dizendo que eu entrei na política para tirar vantagem. É pouca gente, mas eu prefiro responder aqui do que fingir que não existe.
Eu não preciso da política para sobreviver. Eu preciso da política para ajudar pessoas.
Em 2019 foram 50 mil garrafas PET e a cidade decorada no Natal. Na pandemia, 40 mil máscaras. Depois, 300 mulheres levadas para fazer exame. Tudo isso antes de eu ser candidata a qualquer coisa, e sem cargo nenhum. O que eu quero é cuidar de gente, e para isso eu não precisei esperar mandato.